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Tatuagens - 1993

trecho de
Grafito para Piranesi
Murilo Mendes

lido pelo detento Luís Carlos Gonçalves Galo

Qual o verbo adequado a estes cárceres?
Qual o adjetivo para estas moles,
Máquinas mono-mentais
Construídas à desmedida do homem?

Aqui o gatopardo perde a pátria
O vegetal e o mineral se arrepiam

Perdidos nestes vaticanos de ecos
Onde subir e descer: termos análogos
Igualmente para qualquer escadaria,
O homem sendo julgado pela pedra.

Aqui se percebe súbito:
Todo rei é falso.
Todo rei, ex-rei.

Roma, 1965

Créditos

Textos:
"Grafito para Piranesi" - Roma, 1965
Murilo Mendes

"Não nada"
"Estar vivo"
Régis Bonvicino

Música:
"Tatuagem"
Chico Buarque de Hollanda

Iluminação:
interno Roberto Aparecido Gomes

Trilha sonora e cítara:
Alberto Mariscano

Leitura de "Não nada", "Estar vivo" e arranjo e interpretação de "Tatuagem":
Péricles Cavalcanti

Supervisão técnica e caracteres:
Adelson Munhoz

Coordenador de produção:
Luiz Tadeu Correia

Áudio gravado no estúdio do Apoio

Argumento e roteiro:
Régis Bonvicino

Direção e criação:
Cássio Maradei*

As gravações foram feitas no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico André Teixeira Lima, com autorização expressa da diretora Odete Maria Vieira Lanzotti

Agradecimentos:
Psiquiatra Paulo César Sampaio, que acompanhou as gravações

Júlio Bressane

Uma realização:
VideoTrack

* Nota: Cássio Maradei (São Paulo, Capital)nasceu em 1966 e morreu em 2000. Estudou cinema na FAAP. Foiassistente de direçãode Júlio Bressaneno filmeGaláxia Dark (1992) e produtor executivo de O Mandarim (1995), também de Bressane, entre outros trabalhos cinematográficos.



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