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Abujamra lê Extinção, de Régis Bonvicino
Extinção
O lobo-guará é manso foge diante de qualquer ameaça é solitário avesso ao dia, tímido
detesta as cidades para fugir do ataque cada vez mais inevitável dos cachorros
atravessa estradas onde quase sempre é atropelado onívoro, com mandíbulas fracas come pássaros, ratos, ovos, frutas
às vezes, quando está perdido, vasculha latas de lixo nas ruas engasga ao mastigar garrafas de plástico ou isopores
se corta e ou morre ao morder lâmpadas fluorescentes ou engolir fios elétricos morre ao lamber inseticidas
ou restos de tinta ou ao engolir remédios vencidos ou seringas e agulhas descartáveis
dócil, sem astúcia, é facilmente capturado e morto por traficantes de pele quando então uiva
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