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PÁGINA ÓRFÃ  
 

SÉRIE POEMA DEUS
Trabalhos de León Ferrari

ENGLISH
Some poems of Página órfã (Orphan page)

ESPAÑOL
Página huérfana

IN A STATION OF THE METRO
Rodrigo Rojas

IT'S NOT LOOKING GREAT! EM FINLANDÊS
Publicado na revista Tuli & Savu

A PALAVRA-CARCAÇA DE BONVICINO
João Adolfo Hansen

INTERNATIONAL EXCHANGE FOR POETIC INVENTION

VEJA RECOMMENDS / VEJA RECOMENDA

PALAVRA-PORRADA CONTRA OS CONTENTES
O Estado de S. Paulo

ENTREVISTA AO PORTAL IG

NEM UMA DUPLA CABEÇA DE HERMES
De Nunca para Régis

BONVICINO CRIA ENTRE O REFINAMENTO E A SUCATA
Folha de S. Paulo

É IMPACTANTE, É NOVO
De Paulo Franchetti para Régis

TEM UMA COISA DE KAFKA NISSO
De Sérgio Medeiros para Régis

A PALAVRA DO LEITOR
De Leonardo Gandolfi para Régis

MUNDO ÓRFÃO
Jornal Hoje em Dia, Belo Horizonte

A POESIA DO AGORA
Gazeta Mercantil

A CAPA
De Igor para Régis

ENTREVISTA AO CORREIO BRAZILIENSE

A PALAVRA DO LEITOR (2)
De Luiz Felipe Leprevost para Régis

CINEMA DE PALAVRAS
De Ugo Giorgetti para Régis

O LUXO E O LIXO EM PÁGINA ÓRFÃ
De Paulo Miranda para Régis

SENTIMENTO DO MUNDO
O Globo

DE ALESSANDRO ZOCCA PARA RÉGIS

E O MUNDO LATEJA
Jornal do Brasil

REVISTA PIAUÍ ATACA RÉGIS BONVICINO

HENRI DELUY / ACTION POÉTIQUE

ALTRI ORIZZONTI
SEMICERCHiO

VÍDEOS
Antônio Abujamra lê Extinção

POEMA VESTÍBULO
com vídeo sobre a modelo Diana Dondoe

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PÁGINA ÓRFÃ (2007)
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PÁGINA ÓRFÃ (2007)

 

REVISTA PIAUÍ ATACA RÉGIS BONVICINO

A editora Martins vem de publicar um livro de 136 páginas intitulado Página órfã. É um volume de poemas, escritos entre 2004 e o ano passado por Régis Bonvicino. A revista Veja dedicou-lhe uma nota curta e entusiasmada. Ela situa o autor na tradição de Augusto dos Anjos. Sustenta que Bonvicino é “um dos mais destacados poetas contemporâneos do Brasil”. E diz que um dos versos mais contundentes do livro é: “Há cacos de vidro na comida todos os dias”.  
 
Além de poeta, Bonvicino é juiz de direito, e exerce o ofício na 1a Vara Cível do Fórum de Pinheiros, em São Paulo. Na condição de árbitro, o autor de Página órfã tomou duas decisões que envolvem a revista que veio a considerá-lo um dos mais destacados poetas do Brasil. Em ambas, concedeu direito de resposta a quem se sentiu prejudicado por Veja. Um dos casos, envolvendo a rede Bandeirantes e a revista, ainda está pendente de julgamento.  
 
É tranqüilo acumular as funções de vate e magistrado? Quando uma publicação enaltece a obra poética do meritíssimo, algo muda no seu juízo?  
 
Foi para conversar sobre esse e outros assuntos que se marcou um encontro com Bonvicino, no mês passado, num café na praça Vilaboim, em São Paulo. O poeta-juiz, que tem 52 anos, estava loquaz. Disse que não conhece nenhum poeta brasileiro talentoso com menos de 35 anos, e reconheceu que não se dá com nenhum com mais de 35. Em compensação, repetiu umas quatro vezes que é amigo do grafiteiro chamado Nunca, que teria uns vinte e poucos anos. A loquacidade terminou quando lhe foi posta uma pergunta envolvendo a nota elogiosa de Veja e as relações entre estrofes e alíneas.  
 
Ele passou a fumar cada vez mais. Pediu outro café. Lembrou que alguns bardos, como o baiano Gregório de Mattos e o luso Camilo Pessanha, foram juízes.  
 
Na mesma noite, Bonvicino enviou uma mensagem. Nela, se disse perplexo diante da questão sobre os laços entre toga e lira, e classificou de “notúncula” a nota de Veja favorável ao seu livro. “Hoje sou o único poeta brasileiro com três livros [grifo dele] publicados nos eua, um na Espanha, um em Portugal e um no México”, escreveu. “Gullar não tem isso. Augusto de Campos não tem isso.”  
 
Ao dizer que não mistura versos e leis, Bonvicino se permitiu um trocadilho com a Folha de S. Paulo: “Como diz aquele slogan gasto da falha: não tenho o rabo preso com ninguém: sou independente”.  
 
No final da mensagem, defendeu que há preconceito contra os poetas que exercem o cargo de juiz de direito: “Ser poeta e jornalista pode; ser poeta e medíocre professor da usp pode; ser poeta e médico, como o [Moacyr] Scliar, pode; ser sabujo e fâmulo da Globo por décadas, como o Gullar, pode; juiz não. Por quê?”.  
 
Que conclusão tirar da mensagem? Nenhuma. Ou então que Gullar, Augusto de Campos, Scliar, a Folha e piauí devem manter prudente distância da Vara de Bonvicino.

Nota de Régis Bonvicino: Cassiano Elek Machado procurou a Martins Editora para fazer uma entrevista comigo a propósito de Página órfã. Pedi-lhe, já o conhecendo, por meio da assessora Susana, perguntas por escrito. Ele afirmou então que não se tratava de uma entrevista, mas de uma conversa, a pedido de Mário Sérgio Conti (“Conto do vigário”?), aquele mesmo que emitia boletins de Paris, para a Rádio Bandeirantes de São Paulo, sob o patrocínio das Confecções Camelo, e aquele que elogiou, ao longo de 715 páginas, patrões da mídia no livro Notícias do Planalto (vendido no Submarino a R$ 63,00, em seis parcelas de R$ 10, 50, sem juros!). Pois bem: o Elek ( “Moleque de recados”?) publicou, contrariando toda a ética jornalística, a “conversa”, bastante distorcida, e uma mensagem eletrônica que lhe enviei (sem minha autorização, com violação de privacidade – o que é crime), porque seu chefinho odeia a Veja, de onde foi despedido. Elek não teve coragem de assinar a matéria. Tenho pena do honesto  João Moreira Salles – um bom documentarista.

Ps 1: Logo após a “matéria” de Piauí, o “grafiteiro” Nunca foi objeto de reportagem do Jornal Nacional e Silviano Santiago (O Globo) e Felipe Fortuna (JB) escreveram resenhas sobre Página órfã, apesar de os “jornalistas” da Piauí terem recomendado à mídia “distância de Bonvicino”. Ps 2: Não processei os “jornalistas” por danos morais pela irrelevância deles no mundo da informação.

 


Grafite: Nunca

 

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